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Complicações do diabetes

No artigo passado falamos sobre “O que é diabetes, glicose, insulina e resistência à insulina. Agora vamos falar sobre as complicações do diabetes.

Com o passar do tempo, níveis altos de glicose podem causar sérios problemas de saúde e os portadores de diabetes podem enfrentar algumas complicações. Os profissionais dessa área concordam que um controle rigoroso da glicose reduz a possibilidade de complicações futuras.

Essas complicações afetam os olhos, rins, nervos, bem como os grandes e pequenos vasos sanguíneos. Aqui estão algumas das complicações causadas pelo diabetes.

Doença cardíaca:

Níveis altos de glicose no sangue podem prejudicar os vasos sanguíneos. Isso, aliado a outros fatores (colesterol alto, pressão sanguínea alta), pode interferir na passagem do sangue para o coração, aumentando as possibilidades de um ataque cardíaco ou embolia cerebral. A cada três meses, você deve consultar um médico para verificar sua condição metabólica e pressão sanguínea. Você também deve verificar seu nível de colesterol, no mínimo, uma vez ao ano.

  • Mantenha a glicose no sangue sob um nível adequado.
  • Siga um tratamento para controlar a pressão sanguínea.
  • Não fume.
  • Consulte seu médico regularmente.

Problemas na visão:

A retinopatia diabética é uma doença ótica causada pelo diabetes e que afeta a retina. A retina é uma membrana sensível e a mais interna dos olhos e atua como uma câmera fotográfica, enviando sinais para o cérebro a respeito do que é visto. Os danos ocorrem quando os níveis de glicose permanecem altos durante um longo período de tempo. Os vasos sanguíneos na retina podem ser danificados, resultando em sangramento nos olhos e podendo causar perda parcial da visão e até cegueira.

Todavia, se seus olhos forem examinados regularmente e se seu diabetes for controlado, você poderá evitar estes sérios problemas na visão. Mesmo se não apresentar nenhum destes sintomas, você deve consultar um oftalmologista, no mínimo, uma vez ao ano para exames de rotina.

  • Mantenha a glicose no sangue sob controle.
  • Siga um tratamento para controlar a pressão sanguínea.
  • Não fume (O tabaco pode provocar o desenvolvimento da retinopatia).
  • Consulte um oftalmologista regularmente e siga suas orientações.
  • Informe seu médico sobre qualquer alteração na visão.

Problemas nos pés:

Úlceras e infecções nos pés são relativamente freqüentes em pessoas que não controlam o diabetes. Este problema pode variar de pequenas feridas a sérios danos aos tecidos e, em alguns casos, levando a uma amputação. Os danos aos nervos podem causar uma perda de sensibilidade nos pés.

Uma pequena ferida pode infeccionar sem que você perceba. Por isso, é preciso observar seus pés todos os dias e evitar andar descalço. Além disso, você deve consultar seu médico para que ele detecte quaisquer problemas ou feridas em seus pés. O controle apropriado da glicose pode ajudar a evitar ou retardar essas complicações.
Veja as orientações úteis na lista abaixo:

Controle diário:

  • Controle o diabetes para manter o nível adequado de açúcar no sangue.
  • Observe seus pés diariamente, procurando cortes, bolhas, úlceras, manchas vermelhas e inchaços. Use um espelho para observar as solas de seus pés ou peça a alguém da família para ajudá-lo a procurar áreas avermelhadas, cortes ou arranhões que possam infeccionar.
  • Entre em contato com seu médico imediatamente se um corte, úlcera, bolha ou contusão em seus pés não começar a cicatrizar após 24 horas.

Assepsia dos pés:

  • Lave seus pés diariamente com sabão e água morna (evite água quente).
  • Em seguida, seque seus pés com cuidado, especialmente entre os dedos.
  • Quando estiverem secos, aplique lanolina ou qualquer creme hidratante para manter sua pele macia e evitar o ressecamento.
  • Se seus pés transpirarem muito, mantenha-os secos usando talco.

Mantenha a circulação sanguínea em seus pés. Deixe suas pernas elevadas quando estiver sentado. Movimente os dedos do pé e seus tornozelos para cima e para baixo, por 5 minutos, duas ou três vezes ao dia. Não fique de pernas cruzadas por longos períodos.

Consulte seu médico. Peça-lhe para examinar seus pés e dizer se você está propenso a desenvolver problemas graves nessa região. Lembre-se de que talvez você não sinta a dor de um ferimento.

Temperatura dos pés:

  • Proteja seus pés contra o calor e frio. Não ande descalço na praia ou em superfícies quentes. Use meias durante a noite, se seus pés estiverem frios. Evite colocar seus pés em lugares onde poderiam se queimar acidentalmente; por exemplo, na areia quente da praia ou próximo a uma lareira.
  • Evite o uso de bolsas de água quente ou aquecedores elétricos, para aquecer seus pés. Como você talvez não tenha sensibilidade suficiente ao frio ou calor em seus pés, é possível se queimar acidentalmente ou desenvolver uma infecção.

Tratamento da pele, calos e calosidades:

  • Mantenha sua pele macia. Aplique creme no peito e sola dos pés, mas não entre os dedos.
  • Remova e suavize seus calos delicadamente. Use pedra-pomes para suavizá-los. Se não estiver bem treinado, não cuide de seus calos e calosidades sozinho. Não use nenhum produto, a menos que tenha sido prescrito por seu médico.

Cuidado com suas unhas dos pés:

  • Corte as unhas dos pés com cuidado (Use óculos, se não conseguir enxergar bem de perto).
  • Corte-as no formato quadrado, usando uma tesourinha, e então acerte as pontas cuidadosamente com uma lixa de unhas.
  • Limpe suas unhas cuidadosamente.
  • Se sentir dificuldade em cortar suas próprias unhas, você deve procurar um podólogo.

Calçados apropriados:

  • Use sapatos de couro macio, que deixem seus pés confortáveis, nunca apertados. Calçados de couro ou lona são apropriados para uso diário, pois oferecem um bom apoio e deixam seus pés “respirarem”.
  • Não use sapatos de plástico ou sintéticos, pois não são flexíveis e nem deixam seus pés “respirarem”.
  • Use meias e sapatos o tempo todo. Não ande descalço.
  • Use sapatos confortáveis, do tamanho certo e que protejam seus pés.
  • Sempre que calçar seus sapatos, examine a parte interior para verificar se o forro é macio e liso e se não contém nenhum objeto.
  • Ao comprar sapatos, verifique se são confortáveis na ponta, contendo espaço suficiente para seus dedos. Evite usar sapatos novos por mais de uma hora por dia, até estar acostumado com eles.
  • Não compre sapatos de bico fino ou salto alto. Eles podem causar muita pressão em seus pés.
  • Pergunte ao seu médico sobre calçados de fabricação especial, em particular se já tiver problemas nos pés. Talvez você precise de calçados especiais ou palmilhas para evitar problemas futuros em seus pés.

Saiba mais nos próximos artigos da Comunidade Diabetes!

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O que é Diabetes?

Se você pretende levar uma vida sem limites, sendo portador de diabetes, é fundamental que você saiba muito sobre o diabetes e sobre você mesmo. Os conceitos fundamentais do cuidado com o diabetes não mudaram muito nos últimos anos mas, a cada dia que passa, aprendemos mais. Você pode obter informações sobre o diabetes de várias formas. Nós oferecemos informações sobre cuidados com o diabetes para a sua conveniência e para ajudá-lo a melhorar sua qualidade de vida.

Tipos de Diabetes:

O diabetes Tipo 1 (antigamente denominado diabetes insulino-dependente ou infanto-juvenil) ocorre quando o organismo deixa de produzir insulina, geralmente durante a infância ou adolescência.

No caso do diabetes Tipo 2 (antigamente denominado diabetes não insulino-dependente ou adulto), o corpo não produz insulina suficiente ou perde sua capacidade de usá-la apropriadamente. Esse tipo é muito mais comum que o Tipo 1, no qual o pâncreas não produz nenhuma insulina.

Glicose:

Os alimentos, quando consumidos, são decompostos em elementos básicos. Um desses elementos é a glicose, um tipo de açúcar que exerce um papel muito importante. A glicose é a principal fonte de energia para nosso corpo. Após o consumo de qualquer alimento, a glicose é absorvida pelo intestino, percorre pelo sangue, e sua energia pode ser imediatamente usada pelas células ou armazenada para uso posterior.

Insulina:

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Este hormônio se une a alguns receptores especiais que residem em nossas células, iniciando um processo que permite a penetração da glicose nas células e sua utilização como energia.

O pâncreas detecta a quantidade de glicose no sangue e libera a quantidade de insulina necessária, para permitir a penetração da glicose nas células. Esse processo mantém os níveis de glicose no sangue sob condições normais.

O diabetes Tipo 1 ocorre quando a maioria das células, que produzem insulina no pâncreas, foi destruída, o que pode acontecer devido a uma resposta auto-imune a uma infecção viral, ou complicações do pâncreas.

Resistência à Insulina:

O diabetes é um problema metabólico no qual o corpo não consegue produzir quantidades suficientes de insulina, para manter a glicemia (glicose no sangue) sob um nível adequado. Em alguns casos, a insulino-resistência, que eleva os níveis de açúcar no sangue, contribui para o aparecimento do diabetes Tipo 2.

Nesses casos, o organismo não consegue usar eficazmente sua própria insulina.

A insulino-resistência impede a penetração da glicose nas células. A glicose fica acumulada no sangue, produzindo a hiperglicemia (níveis altos de glicose no sangue). Em resposta, o pâncreas produz mais insulina, porém as células, incapazes de responder a essa insulina, mantêm os níveis de açúcar altos.

Concluindo, no caso do diabetes Tipo 2, dois fenômenos co-existem: insulino-resistência e incapacidade do próprio corpo em produzir insulina.

Com o passar do tempo (vários anos), a insulino-resistência pode contribuir para a exaustão do pâncreas que, conseqüentemente, não produzirá insulina suficiente. Então, o paciente precisará de injeções de insulina para manter sua glicose sob um nível normal. Resumindo, as pessoas portadoras de diabetes Tipo 1 precisam usar a dose certa de insulina, após a doença ser diagnosticada. Os portadores de diabetes Tipo 2 precisam usar a medicação, quando uma mudança no estilo de vida não for suficiente, para manter níveis de glicose adequados. Nesse caso, a medicação a ser usada inicialmente é conhecida como hipoglicemiante oral. Há dois grupos dessa medicação: aquele que favorece a liberação da insulina e o que melhora o efeito da insulina no organismo. Muitas vezes, os dois tipos são usados em combinação.

Mesmo as pessoas portadoras de diabetes Tipo 2, que fizeram um bom monitoramento de sua glicose por muitos anos e seguiram um controle rigoroso de alimentação, atividade física, auto-monitorização e medicação oral, podem precisar do uso de insulina em um prazo mais longo.

Sintomas:

  • Excesso de sede ou apetite
  • Cansaço
  • Micção freqüente
  • Demora na cicatrização de feridas
  • Infecções freqüentes
  • Visão turva
  • Coceira na pele
  • Disfunções sexuais

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