Sexualidade

Disfunção Erétil e Diabetes

Devido este tema ter sido abordado recentemente na Comunidade Diabetes Brasil, acredito ser importante aproveitarmos esta semana de temas relacionados à saúde para falarmos também da disfunção erétil, ou impotência sexual masculina.

Muitas pessoas ainda hoje dizem que não tem como um portador de diabetes um dia não ser sexualmente impotente. É uma inverdade.

Disfunção erétil é a incapacidade do homem de manter uma ereção peniana por tempo suficiente para que tenha uma relação sexual satisfatória para ele e sua(seu) parceira(o).

Claro que quem tem diabetes em descontrole glicêmico corre o sério risco de desenvolver neuropatia diabética que afete a vascularização e enervação da região peniana configurando a impotência sexual.

Quem controla rigidamente a sua glicemia tem os mesmos índices de probabilidade de desenvolver uma disfunção erétil de quem não tem diabetes. O grande problema é o descontrole glicêmico. Ter diabetes em sí não configura nenhuma condenação à impotência sexual.

Normalmente após 5 anos do diagnóstico do diabetes, há um risco aumentado de desenvolver as ‘patias’ se o controle glicêmico não tiver sido rígido. Então, é consenso médico a recomendação de que após o quinto ano de diagnóstico de DM deva-se procurar médicos especialistas para prevenirmos essas ‘patias’. Porém, muitas vezes a descoberta do diagnóstico é tardia – principalmente nos casos de diabetes do tipo 2 – e quando ele é percebido já está associado a alguma complicação do descontrole glicêmico, incluindo a impotência sexual.

Há homens que só descobrem o diabetes por causa da impotência sexual. Pode não ser tarde para tratar dependendo do indivíduo e do tratamento que recebe, mas é sempre muito melhor prevenir do que correr atrás do prejuízo, não é mesmo?

Muitos homens portadores de diabetes acabam preferindo se consultar com um urologista e ingressar num tratamento para a impotência sexual, mas não se preocupam com o controle glicêmico. É a mesma coisa de você completar o tanque do carro com combustível, mas não se importar que ele tem um furo e o combustível vazará todo. O problema em si não é o tanque vazio, mas o furo que há nele.

A mesma coisa ocorre com quem tem neuropatia diabética que afeta a função sexual. O problema é o descontrole glicêmico e não a falta de ereção em sí. Dependendo do estágio em que está o problema, apenas o controle glicêmico rigoroso já é tratamento suficiente para a reconquista da potência sexual. Em outros casos não e necessita de um tratamento multidisciplinar envolvendo o endocrinologista e o urologista, pelo menos.

Imagine um encontro romântico desejado há muito tempo e na ‘hora H’, as coisas não funcionam como era esperado. Decepção generalizada. Então, para não ter nenhum constrangimento desse tipo, independente de você ter ou não diabetes, consulte um médico e faça um check up que inclua a medição da glicemia.

A disfunção erétil pode ter outras causas além da neuropatia diabética. Pode envolver o lado emocional do indivíduo necessitando de um acompanhamento psicológico ou ainda ser referente a um desequilíbrio hormonal com pouca produção de testosterona – o hormônio masculino responsável pela libido. Nesse caso, um exame de sangue específico pode diagnosticar o problema.

Além desses motivos, há também comportamentos que favorecem o surgimento da disfunção erétil como o consumo de álcool, cigarro, drogas, colesterol elevado, medicamentos para depressão e traumas entre outros.

Mas será que só os homens têm impotência sexual?

É o que descobriremos amanhã.

Beijos e até lá!

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