Gestação

Diabetes gestacional: riscos para o bebê

Ontem vimos que o diabetes gestacional apresenta alguns sintomas que são muito comuns no diabetes mellitus (sede, fome excessiva, aumento da micção, entre outros). No entanto pode acontecer de forma assintomática. Por isso a necessidade de um pré-natal muito bem acompanhado e rico em exames para diagnosticar quaisquer anormalidades. Principalmente as anormalidades glicêmicas da gestante.

Os níveis glicêmicos aumentados durante a gravidez podem levar o feto à morte antes mesmo do parto, pois podem elevar o nível do líquido amniótico aumentando o risco de morte e comprometendo a vitalidade do recém-nascido.

A hiperglicemia da gestante pode ainda dificultar o parto, necessitando de intervenção cirúrgica como a cesárea, já que o feto pode ser macrossômico.

Macrossômico é o termo utilizado pelos médicos para identificar um bebê que nasce acima dos 4 quilos por exposição excessiva à glicose da mãe.

Logo após o nascimento, há o grande risco de o bebê ter uma hipoglicemia. Isso pode ocorrer porque durante a gestação, o feto teve que produzir quantidades aumentadas de insulina para equilibrar os níveis elevados de glicose da mãe. Antes de haver o ajuste pela independência do corpo da mãe, o pâncreas do bebê pode ainda produzir insulina excessiva. É um quadro chamado de hipoglicemia pós-natal. Normalmente o ajuste se dá em menos de 24 horas e o bebê começa a ter as taxas de insulina endógena produzidas de forma adequada. Porém outros desequilíbrios químicos podem acontecer pós-parto e de forma temporária, necessitando de rigoroso monitoramento médico para verificar principalmente as taxas de cálcio e de glóbulos vermelhos no bebê.

As chances de desenvolver o diabetes do tipo 2 são aumentadas em crianças cujas mães tiveram diabetes gestacional. Por isso, exames regulares serão necessários por toda a vida para diagnosticar o primeiro desequilíbrio glicêmico logo no começo e começar a tratá-lo.

As mães que tiveram diabetes gestacional, já receberam um ‘recado’ de seu pâncreas alertando que ele não tem condições de produzir insulina extra em caso de necessidade. Então deve manter acompanhamento endocrinológico mesmo após o parto, pois torna-se também potencialmente mais suscetível a desenvolver o diabetes do tipo 2.

As futuras gestações também tornam-se de risco e com grandes possibilidade de serem novamente hiperglicêmicas.

Por isso o cuidado com a saúde deve ser sempre! Não se descuide!

Um grande beijo e até a semana que vem quando abordaremos a Disfunção Erétil.

Até lá!

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