Pé diabético: cuidado deve ser redobrado

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), diabetes é um distúrbio metabólico nas células beta do pâncreas, que ocasionam acúmulo de glicose na corrente sanguínea, produzindo sintomas como sede, fome excessiva e poliúria. O diabetes é uma doença crônica, a 4ª causa de morte no Brasil, ocorrendo em ambos os sexos e nos diferentes níveis culturais e sócio-econômicos. Com o passar dos anos tem aumentado o índice de doentes, levando a muitas complicações e se não tratado adequadamente é fatal. Sem um controle adequado da glicemia (nível de glicose no sangue) o diabético terá complicações vasculares graves, levando a cegueira, problemas renais, cardiovasculares, e a neuropatia periférica.

A neuropatia diabética periférica e a diminuição da sensibilidade dolorosa e térmica são os principais fatores causais para o desenvolvimento de úlcera em pé diabético. A prevalência da neuropatia periférica elevada nos primeiros períodos (0-5 anos) após o diagnóstico, pode estar relacionada à demora do diagnóstico inicial. O pé diabético é um grave problema para saúde sendo causa de internações freqüentes e prolongadas de alto custo. Representam os maiores números de consultas ambulatoriais. Segundo estudos realizados pelas enfermeiras Ana Filomena de Arruda e Sandra Regina Altoé, do Hospital de Referência em Cuiabá, Mato Grosso, o tratamento do pé diabético deve ser prolongado, pois o diabético apresenta dificuldade na cicatrização podendo ocasionar a amputação, implicando na qualidade de vida, no afastamento do serviço, das pessoas queridas por causa da internação. Por isso, os cuidados dos profissionais são muito importantes para o tratamento.

Esses pacientes devem ser orientados e observados nos cuidados com os pés, evitando-se fatores de risco que possam causar as lesões pela perda da sensibilidade dolorosa. Para elas, a maior incidência de pé diabético se dá no sexo masculino, em geral devido a menor importância que dão ao cuidado com os pés e utilização por mais tempo, de calçado fechado, favorecendo o aparecimento de ponto de pressão e úlcera.

O pé mais comprometido é o direito, talvez por representar maior suporte ao corpo na maioria das pessoas que são destras. É significativa a constatação da parestesia como a maior incidência de fator de risco quando analisada nos pés isoladamente ou em ambos, está praticamente em todas as faixas etárias do estudo. Sendo ela decorrente do alto nível de glicose sanguíneo e fator desencadeador de úlcera e amputações, seu controle é imprescindível para a prevenção. Diante de tal realidade, reafirmam a importância do paciente em procurar ajuda médica ou de um especialista para tratar e cuidar do pé diabético, e também, para prestar ações de educação em saúde para o paciente. Portanto, a conscientização e cuidado dos pacientes para prevenção do pé diabético e a competência dos profissionais de saúde para favorecer esta postura é fundamental para promoção da saúde e prevenção de agravos na comunidade.