Pé diabético: cuidado deve ser redobrado

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), diabetes é um distúrbio metabólico nas células beta do pâncreas, que ocasionam acúmulo de glicose na corrente sanguínea, produzindo sintomas como sede, fome excessiva e poliúria. O diabetes é uma doença crônica, a 4ª causa de morte no Brasil, ocorrendo em ambos os sexos e nos diferentes níveis culturais e sócio-econômicos. Com o passar dos anos tem aumentado o índice de doentes, levando a muitas complicações e se não tratado adequadamente é fatal. Sem um controle adequado da glicemia (nível de glicose no sangue) o diabético terá complicações vasculares graves, levando a cegueira, problemas renais, cardiovasculares, e a neuropatia periférica.

A neuropatia diabética periférica e a diminuição da sensibilidade dolorosa e térmica são os principais fatores causais para o desenvolvimento de úlcera em pé diabético. A prevalência da neuropatia periférica elevada nos primeiros períodos (0-5 anos) após o diagnóstico, pode estar relacionada à demora do diagnóstico inicial. O pé diabético é um grave problema para saúde sendo causa de internações freqüentes e prolongadas de alto custo. Representam os maiores números de consultas ambulatoriais. Segundo estudos realizados pelas enfermeiras Ana Filomena de Arruda e Sandra Regina Altoé, do Hospital de Referência em Cuiabá, Mato Grosso, o tratamento do pé diabético deve ser prolongado, pois o diabético apresenta dificuldade na cicatrização podendo ocasionar a amputação, implicando na qualidade de vida, no afastamento do serviço, das pessoas queridas por causa da internação. Por isso, os cuidados dos profissionais são muito importantes para o tratamento.

Esses pacientes devem ser orientados e observados nos cuidados com os pés, evitando-se fatores de risco que possam causar as lesões pela perda da sensibilidade dolorosa. Para elas, a maior incidência de pé diabético se dá no sexo masculino, em geral devido a menor importância que dão ao cuidado com os pés e utilização por mais tempo, de calçado fechado, favorecendo o aparecimento de ponto de pressão e úlcera.

O pé mais comprometido é o direito, talvez por representar maior suporte ao corpo na maioria das pessoas que são destras. É significativa a constatação da parestesia como a maior incidência de fator de risco quando analisada nos pés isoladamente ou em ambos, está praticamente em todas as faixas etárias do estudo. Sendo ela decorrente do alto nível de glicose sanguíneo e fator desencadeador de úlcera e amputações, seu controle é imprescindível para a prevenção. Diante de tal realidade, reafirmam a importância do paciente em procurar ajuda médica ou de um especialista para tratar e cuidar do pé diabético, e também, para prestar ações de educação em saúde para o paciente. Portanto, a conscientização e cuidado dos pacientes para prevenção do pé diabético e a competência dos profissionais de saúde para favorecer esta postura é fundamental para promoção da saúde e prevenção de agravos na comunidade.

O que é Nefropatia Diabética?

Olá. Tudo bem? Aqui está tudo ótimo!

Ontem, dia 12 de março, foi o Dia Mundial do Rim. Por isso convocamos a Dra. Ana Carla Sydronio Souza que é Nefrologista no Hospital da Beneficência Portuguesa do Rio de Janeiro para esclarecer as principais dúvidas sobre esse órgão tão importante e que muitas vezes nem nos damos conta de sua existência.

Somente quem perde a função renal e acaba dependendo de sessões de hemodiálise enquanto espera por um transplante sabe o real valor desse órgão. Então para que descubramos qual é a sua importância sem passarmos por nenhum problema pessoal com nossos rins, precisamos conhecer um pouco mais sobre eles.

Eu estou tratando os meus rins com um nefrologista, pois tenho facilidade em produzir cálculos renais. E isso é bem dolorido. Já fiz até uma cirurgia para retirar um ‘tijolinho renal’. Como não quero passar por isso novamente e nem expor meus rins a problemas maiores, aumentei bastante a minha ingestão de água diária e já tenho percebido resultados positivos no meu dia a dia.

Entrevista:

Comunidade Diabetes – Qual é a principal função dos rins?

Dra. Ana Carla – Os rins são em número de dois no organismo. Localizam-se na parte posterior do corpo, logo abaixo da última costela, um de cada lado. Os rins, entre tantas funções, têm como principal atividade filtrar o sangue. Vários litros de sangue passam nos rins a cada hora e esse sangue é filtrado. Desse filtrado se forma a urina que é um concentrado de água, sais e substâncias como hormônios e proteínas.

Comunidade Diabetes – Quais são as principais doenças que podem comprometer a função renal?

Dra. Ana Carla – Os rins podem ser comprometidos severamente por várias doenças, mas principalmente pelo diabetes e pela hipertensão arterial.

Comunidade Diabetes – Como avaliar a função renal? Quais são os exames clínicos indicados?

Dra. Ana Carla – Os exames que mostram a função renal são a creatinina do sangue devendo-se também fazer a dosagem da uréia e um exame secundário de urina regularmente.

Comunidade Diabetes – Qual é a especialidade médica que cuida dos rins?

Dra. Ana Carla – O médico é o Nefrologista e a especialidade médica é a Nefrologia.

Comunidade Diabetes – Como manter os rins saudáveis?

Dra. Ana Carla – Para manter os rins saudáveis deve-se manter controlados a pressão arterial e o açúcar no sangue. Deve-se evitar o uso indiscriminado de analgésicos e anti-inflamatórios. É necessário consumir pouco sal e ingerir líquidos com frequência. Consultar regularmente o médico tendo a atenção de dosar, pelo menos uma vez por ano, a uréia e a creatinina. À menor alteração desses exames, um especialista deve ser consultado.

Nosso sincero agradecimento à Dra. Ana Carla Sydronio Souza que mesmo preocupada com a cirurgia de catarata de sua mãe que ocorre hoje – à qual desejamos muito sucesso – separou um tempinho para contribuir com o ConVivendo com o Diabetes.

Meus queridos, um excelente final de semana e até segunda-feira! Beijos!

Como prevenir a Diabetes?

A melhor imagem para definir o diabetes, que eu tenho na lembrança, é a de um grande iceberg. Quando olhamos para uma ponta de gelo que parece flutuar num mar gelado, não imaginamos que, submerso e praticamente imperceptível, uma grande rocha gelada dá continuidade a ele, alcançando proporções jamais pensadas quando observamos sua extremidade para fora da água. Assim é o diabetes e sua ponta, sua parte perceptível é o açúcar no sangue, a glicose no sangue ou glicemia.

Há muito tempo já sabemos que a maioria das complicações do diabetes ocorre devido aos níveis elevados da glicose no sangue. Diariamente, as elevações glicêmicas vão causando lesões irreparáveis nas células do paciente com diabetes, causando perda de funções importantes. Isso ocorre com a retina causando a cegueira, passando pelas coronárias levando ao infarto, o rim também é afetado, causando a insuficiência renal… Enfim, todos os tecidos e células são afetados e podem ser acometidos por lesões que cronicamente levam à perda das funções de todos eles.

Então nos parece óbvio que através do controle da glicemia, conseguiremos deter o processo da doença. Mas o grande problema que enfrentamos ao tentar controlar a glicemia é que ela é extremamente variável. Sobe e desce várias vezes durante as 24 horas do dia, em função da alimentação, principalmente do seu conteúdo em carboidratos – do tempo de jejum, da atividade física, do estresse – físico ou psíquico – e até mesmo em função das próprias oscilações hormonais fisiológicas que ocorrem durante o dia.

Logo, os pacientes diabéticos precisam entender que não dá para medir a glicemia apenas em jejum, nem muito menos uma vez ao mês ou a cada 3 meses como muitos ainda fazem. Precisamos saber dos valores da glicemia diariamente. No meio da madrugada, uma vez que entre 2 e 4 horas, os valores de glicemia são os mais baixos; antes e após as várias refeições diárias, principalmente após 2 horas de cada uma delas. Muitas vezes, basta uma medida diária, desde que ela seja feita em horários diferentes todos os dias, fazendo um rodízio que nos permite saber como está o controle glicêmico durante o dia todo.

Dessa forma, passamos a utilizar a medição da glicemia como forma de aferir a eficiência do tratamento e o grau de compensação metabólica. Essa aferição passou a ser o nosso grande trunfo, uma forma de avaliarmos se o nosso tratamento está sendo eficaz e de evitarmos as complicações crônicas da doença. Esse argumento se baseia no fato de não haver sintomas da descompensação antes que ela seja extremada.  Os pacientes geralmente nada sentem antes que sua glicemia alcance valores de 180mg/dL ou mais. Acima desses valores, eles começam a urinar mais e a sentirem as conseqüências da hiperglicemia como a perda de potássio, dores nas pernas, sede intensa e muita fraqueza.  Entretanto, entre 100 e 180mg/dL, os pacientes nada sentem, podem inclusive achar que estão muito bem e que não há motivos para tanto rigor. Ledo engano. Com glicemias nesse intervalo, mesmo sem sintomas, os pacientes estão vulneráveis às complicações crônicas que lentamente lhes tiram a normalidade e a potencialidade da vida.

Um outro extremo dos valores da glicemia é a chamada hipoglicemia, a queda perigosa do açúcar no sangue e que desencadeia sintomas muito desconfortantes como palpitações, tremores, sudorese profusa que praticamente molha a roupa do paciente, fome, irritabilidade, confusão mental e perda da consciência, o chamado coma hipoglicêmico.  Esses sintomas são mais ou menos intensos na medida da intensidade e da velocidade da queda da glicemia, sendo mais suaves nas quedas leves do açúcar e mais graves quanto menores os níveis glicêmicos. Entretanto, muitas vezes, as hipoglicemias ocorrem durante o sono noturno e não são percebidas pelo paciente, sendo esse fenômeno muito arriscado em crianças e idosos, uma vez que estes pacientes podem sofrer crises convulsivas, perder a consciência e sofrer lesões cerebrais irreversíveis durante esses episódios.

O que salva a maioria dos pacientes é que muitos deles têm a capacidade de detectar quando sua glicemia começa a cair, sentem-se mal antes que os níveis de açúcar caiam muito e podem compensar a queda através da ingestão de alimentos contendo carboidratos, mas isso não acontece com todos. Muitos pacientes chegam a apresentar valores de glicemias muito baixos sem nada sentirem e quando passam a sentir alguma alteração, os valores já são muito baixos e a perda da consciência é inevitável, podendo estar ele dirigindo, numa reunião de trabalho, sozinhos, em casa  ou na rua. Também aqui a monitorização das glicemias é útil, pois geralmente consegue detectar uma certa tendência a baixas glicemias, em determinado período do dia, permitindo a correção da dose da insulina ou dos medicamentos orais, bem como um rearranjo da alimentação.

Após a descoberta da insulina em 1922, pensamos ter descoberto a cura do diabetes. Com o passar do tempo, descobrimos que apenas conseguimos prolongar a vida dos pacientes diabéticos e passamos a conhecer as complicações crônicas relacionadas à doença. A maioria delas relacionadas às glicemias elevadas cronicamente: a retinopatia causando a cegueira,  a nefropatia causando a insuficiência renal e a neuropatia causando as lesões neurológicas responsáveis pelas dores e formigamentos no membros inferiores. Logo, descobrimos que tratávamos o diabetes, mas não conseguíamos evitar as elevações glicêmicas crônicas e essas passavam despercebidas. Estávamos acostumados a medir apenas uma glicemia de jejum esporadicamente e isso não era suficiente.

É impossível nos guiarmos apenas pelos sintomas  de alta de glicose no sangue. Muitas vezes, estar bem não significa necessariamente estar compensado. O paciente pode estar assintomático com glicemia de 160mg/dL e já sabermos que ele não está bem, pois esses valores de glicemia são responsáveis pela ocorrência das complicações crônicas que tanto arriscam sua saúde. Em outros casos, ele pode apresentar glicemia de 60mg/dL e nem por isso sentir os sintomas que denunciam seu risco de hipoglicemia grave. Logo, precisamos da monitorização das glicemias para que consigamos livrar os pacientes das complicações agudas da hipoglicemia e das complicações crônicas da hiperglicemia.

Há cerca de 35 anos foi lançado no Brasil o primeiro glicosímetro desenvolvido para medir as glicemias dos pacientes em casa. Até então, as glicemias eram inferidas através da medição do açúcar na urina. Essa medição era cheia de falhas uma vez que a urina eliminada era coletada na bexiga durante muitas horas e espelhava vários momentos da glicose sanguínea. Além disso, a glicose do sangue só passa para a urina quando seus valores sanguíneos ultrapassam 180mg/dL e esse valor já é muito elevado para definir que a glicosúria é positiva e que precisamos rever o tratamento. Isso deveria acontecer muito antes. Por isso, a descoberta dos aparelhos de medição de glicemias foi um grande passo da ciência no sentido do controle metabólico dos pacientes diabéticos. Hoje, esses aparelhos cabem dentro de nossa mão, têm várias funções associadas, armazenam dados, acionam alarme nos extremos glicêmicos de risco e, recentemente, puderam ser implantados no subcutâneo, garantindo a monitorização contínua, a nova tendência de controle glicêmico.

Pacientes diabéticos, de todas as idades, usando ou não insulina devem medir suas glicemias em casa. Quando compensados, devem fazer apenas uma medida diária de glicemias em horários diferentes, todos os dias, de maneira a realizarem um rodízio de glicemias antes e 2 horas depois das refeições. Nas fases de descompensação, nos períodos de mudança de medicamentos ou da dose de insulina e nos pacientes insulino dependentes em uso de bombas de infusão ou esquemas insulínicos com várias picadas,  as medições devem ser realizadas várias vezes ao dia. Sempre que buscamos um controle glicêmico ideal, só conseguiremos alcançá-lo com menos risco de hipoglicemias quando medirmos a glicemia várias vezes ao dia. As glicemias em jejum e pré refeições idealmente devem ser em torno de 100mg/dL e as glicemias 2 horas pós as refeições não devem ultrapassar 150mg/dL.

Atualmente, para a grande maioria dos pacientes, a monitorização glicêmica ainda requer a colheita de um gota de sangue através de punção digital, mas tudo isso vai mudar muito nos próximos anos. Vários novos aparelhos vêm sendo desenvolvidos para a aferição da glicemia através da inserção de um fino catéter que permanece implantado no subcutêneo do paciente, capaz de informar continuamente os valores do seu açúcar no sangue. Alguns laboratórios já realizam a monitorização glicêmica de 12, 24 ou mais horas através desse dispositivo. Mas, em pouco tempo, todos os pacientes diabéticos terão o seu e muitos deles podem vir acoplados a uma bomba de infusão de insulina cuja velocidade de infusão do hormônio pode ser modificada de acordo com a dosagem glicêmica em tempo real, o que facilitará a vida destas pessoas.

A monitorização glicêmica nos permite utilizar com segurança a dose correta de insulina para cada refeição, flexibilizando-a e tornando a vida dos pacientes diabéticos mais fácil e seu tratamento mais eficiente e seguro.

Dra. Ellen Simone Paiva
Médica Especializada em Endocrinologia e Nutrologia e diretora clínica do CITEN – Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Complicações do diabetes

No artigo passado falamos sobre “O que é diabetes, glicose, insulina e resistência à insulina. Agora vamos falar sobre as complicações do diabetes.

Com o passar do tempo, níveis altos de glicose podem causar sérios problemas de saúde e os portadores de diabetes podem enfrentar algumas complicações. Os profissionais dessa área concordam que um controle rigoroso da glicose reduz a possibilidade de complicações futuras.

Essas complicações afetam os olhos, rins, nervos, bem como os grandes e pequenos vasos sanguíneos. Aqui estão algumas das complicações causadas pelo diabetes.

Doença cardíaca:

Níveis altos de glicose no sangue podem prejudicar os vasos sanguíneos. Isso, aliado a outros fatores (colesterol alto, pressão sanguínea alta), pode interferir na passagem do sangue para o coração, aumentando as possibilidades de um ataque cardíaco ou embolia cerebral. A cada três meses, você deve consultar um médico para verificar sua condição metabólica e pressão sanguínea. Você também deve verificar seu nível de colesterol, no mínimo, uma vez ao ano.

  • Mantenha a glicose no sangue sob um nível adequado.
  • Siga um tratamento para controlar a pressão sanguínea.
  • Não fume.
  • Consulte seu médico regularmente.

Problemas na visão:

A retinopatia diabética é uma doença ótica causada pelo diabetes e que afeta a retina. A retina é uma membrana sensível e a mais interna dos olhos e atua como uma câmera fotográfica, enviando sinais para o cérebro a respeito do que é visto. Os danos ocorrem quando os níveis de glicose permanecem altos durante um longo período de tempo. Os vasos sanguíneos na retina podem ser danificados, resultando em sangramento nos olhos e podendo causar perda parcial da visão e até cegueira.

Todavia, se seus olhos forem examinados regularmente e se seu diabetes for controlado, você poderá evitar estes sérios problemas na visão. Mesmo se não apresentar nenhum destes sintomas, você deve consultar um oftalmologista, no mínimo, uma vez ao ano para exames de rotina.

  • Mantenha a glicose no sangue sob controle.
  • Siga um tratamento para controlar a pressão sanguínea.
  • Não fume (O tabaco pode provocar o desenvolvimento da retinopatia).
  • Consulte um oftalmologista regularmente e siga suas orientações.
  • Informe seu médico sobre qualquer alteração na visão.

Problemas nos pés:

Úlceras e infecções nos pés são relativamente freqüentes em pessoas que não controlam o diabetes. Este problema pode variar de pequenas feridas a sérios danos aos tecidos e, em alguns casos, levando a uma amputação. Os danos aos nervos podem causar uma perda de sensibilidade nos pés.

Uma pequena ferida pode infeccionar sem que você perceba. Por isso, é preciso observar seus pés todos os dias e evitar andar descalço. Além disso, você deve consultar seu médico para que ele detecte quaisquer problemas ou feridas em seus pés. O controle apropriado da glicose pode ajudar a evitar ou retardar essas complicações.
Veja as orientações úteis na lista abaixo:

Controle diário:

  • Controle o diabetes para manter o nível adequado de açúcar no sangue.
  • Observe seus pés diariamente, procurando cortes, bolhas, úlceras, manchas vermelhas e inchaços. Use um espelho para observar as solas de seus pés ou peça a alguém da família para ajudá-lo a procurar áreas avermelhadas, cortes ou arranhões que possam infeccionar.
  • Entre em contato com seu médico imediatamente se um corte, úlcera, bolha ou contusão em seus pés não começar a cicatrizar após 24 horas.

Assepsia dos pés:

  • Lave seus pés diariamente com sabão e água morna (evite água quente).
  • Em seguida, seque seus pés com cuidado, especialmente entre os dedos.
  • Quando estiverem secos, aplique lanolina ou qualquer creme hidratante para manter sua pele macia e evitar o ressecamento.
  • Se seus pés transpirarem muito, mantenha-os secos usando talco.

Mantenha a circulação sanguínea em seus pés. Deixe suas pernas elevadas quando estiver sentado. Movimente os dedos do pé e seus tornozelos para cima e para baixo, por 5 minutos, duas ou três vezes ao dia. Não fique de pernas cruzadas por longos períodos.

Consulte seu médico. Peça-lhe para examinar seus pés e dizer se você está propenso a desenvolver problemas graves nessa região. Lembre-se de que talvez você não sinta a dor de um ferimento.

Temperatura dos pés:

  • Proteja seus pés contra o calor e frio. Não ande descalço na praia ou em superfícies quentes. Use meias durante a noite, se seus pés estiverem frios. Evite colocar seus pés em lugares onde poderiam se queimar acidentalmente; por exemplo, na areia quente da praia ou próximo a uma lareira.
  • Evite o uso de bolsas de água quente ou aquecedores elétricos, para aquecer seus pés. Como você talvez não tenha sensibilidade suficiente ao frio ou calor em seus pés, é possível se queimar acidentalmente ou desenvolver uma infecção.

Tratamento da pele, calos e calosidades:

  • Mantenha sua pele macia. Aplique creme no peito e sola dos pés, mas não entre os dedos.
  • Remova e suavize seus calos delicadamente. Use pedra-pomes para suavizá-los. Se não estiver bem treinado, não cuide de seus calos e calosidades sozinho. Não use nenhum produto, a menos que tenha sido prescrito por seu médico.

Cuidado com suas unhas dos pés:

  • Corte as unhas dos pés com cuidado (Use óculos, se não conseguir enxergar bem de perto).
  • Corte-as no formato quadrado, usando uma tesourinha, e então acerte as pontas cuidadosamente com uma lixa de unhas.
  • Limpe suas unhas cuidadosamente.
  • Se sentir dificuldade em cortar suas próprias unhas, você deve procurar um podólogo.

Calçados apropriados:

  • Use sapatos de couro macio, que deixem seus pés confortáveis, nunca apertados. Calçados de couro ou lona são apropriados para uso diário, pois oferecem um bom apoio e deixam seus pés “respirarem”.
  • Não use sapatos de plástico ou sintéticos, pois não são flexíveis e nem deixam seus pés “respirarem”.
  • Use meias e sapatos o tempo todo. Não ande descalço.
  • Use sapatos confortáveis, do tamanho certo e que protejam seus pés.
  • Sempre que calçar seus sapatos, examine a parte interior para verificar se o forro é macio e liso e se não contém nenhum objeto.
  • Ao comprar sapatos, verifique se são confortáveis na ponta, contendo espaço suficiente para seus dedos. Evite usar sapatos novos por mais de uma hora por dia, até estar acostumado com eles.
  • Não compre sapatos de bico fino ou salto alto. Eles podem causar muita pressão em seus pés.
  • Pergunte ao seu médico sobre calçados de fabricação especial, em particular se já tiver problemas nos pés. Talvez você precise de calçados especiais ou palmilhas para evitar problemas futuros em seus pés.

Saiba mais nos próximos artigos da Comunidade Diabetes!

O que é Diabetes?

Se você pretende levar uma vida sem limites, sendo portador de diabetes, é fundamental que você saiba muito sobre o diabetes e sobre você mesmo. Os conceitos fundamentais do cuidado com o diabetes não mudaram muito nos últimos anos mas, a cada dia que passa, aprendemos mais. Você pode obter informações sobre o diabetes de várias formas. Nós oferecemos informações sobre cuidados com o diabetes para a sua conveniência e para ajudá-lo a melhorar sua qualidade de vida.

Tipos de Diabetes:

O diabetes Tipo 1 (antigamente denominado diabetes insulino-dependente ou infanto-juvenil) ocorre quando o organismo deixa de produzir insulina, geralmente durante a infância ou adolescência.

No caso do diabetes Tipo 2 (antigamente denominado diabetes não insulino-dependente ou adulto), o corpo não produz insulina suficiente ou perde sua capacidade de usá-la apropriadamente. Esse tipo é muito mais comum que o Tipo 1, no qual o pâncreas não produz nenhuma insulina.

Glicose:

Os alimentos, quando consumidos, são decompostos em elementos básicos. Um desses elementos é a glicose, um tipo de açúcar que exerce um papel muito importante. A glicose é a principal fonte de energia para nosso corpo. Após o consumo de qualquer alimento, a glicose é absorvida pelo intestino, percorre pelo sangue, e sua energia pode ser imediatamente usada pelas células ou armazenada para uso posterior.

Insulina:

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Este hormônio se une a alguns receptores especiais que residem em nossas células, iniciando um processo que permite a penetração da glicose nas células e sua utilização como energia.

O pâncreas detecta a quantidade de glicose no sangue e libera a quantidade de insulina necessária, para permitir a penetração da glicose nas células. Esse processo mantém os níveis de glicose no sangue sob condições normais.

O diabetes Tipo 1 ocorre quando a maioria das células, que produzem insulina no pâncreas, foi destruída, o que pode acontecer devido a uma resposta auto-imune a uma infecção viral, ou complicações do pâncreas.

Resistência à Insulina:

O diabetes é um problema metabólico no qual o corpo não consegue produzir quantidades suficientes de insulina, para manter a glicemia (glicose no sangue) sob um nível adequado. Em alguns casos, a insulino-resistência, que eleva os níveis de açúcar no sangue, contribui para o aparecimento do diabetes Tipo 2.

Nesses casos, o organismo não consegue usar eficazmente sua própria insulina.

A insulino-resistência impede a penetração da glicose nas células. A glicose fica acumulada no sangue, produzindo a hiperglicemia (níveis altos de glicose no sangue). Em resposta, o pâncreas produz mais insulina, porém as células, incapazes de responder a essa insulina, mantêm os níveis de açúcar altos.

Concluindo, no caso do diabetes Tipo 2, dois fenômenos co-existem: insulino-resistência e incapacidade do próprio corpo em produzir insulina.

Com o passar do tempo (vários anos), a insulino-resistência pode contribuir para a exaustão do pâncreas que, conseqüentemente, não produzirá insulina suficiente. Então, o paciente precisará de injeções de insulina para manter sua glicose sob um nível normal. Resumindo, as pessoas portadoras de diabetes Tipo 1 precisam usar a dose certa de insulina, após a doença ser diagnosticada. Os portadores de diabetes Tipo 2 precisam usar a medicação, quando uma mudança no estilo de vida não for suficiente, para manter níveis de glicose adequados. Nesse caso, a medicação a ser usada inicialmente é conhecida como hipoglicemiante oral. Há dois grupos dessa medicação: aquele que favorece a liberação da insulina e o que melhora o efeito da insulina no organismo. Muitas vezes, os dois tipos são usados em combinação.

Mesmo as pessoas portadoras de diabetes Tipo 2, que fizeram um bom monitoramento de sua glicose por muitos anos e seguiram um controle rigoroso de alimentação, atividade física, auto-monitorização e medicação oral, podem precisar do uso de insulina em um prazo mais longo.

Sintomas:

  • Excesso de sede ou apetite
  • Cansaço
  • Micção freqüente
  • Demora na cicatrização de feridas
  • Infecções freqüentes
  • Visão turva
  • Coceira na pele
  • Disfunções sexuais

Continue acompanhando a Comunidade Diabetes para aprender mais!